SECOVI/DF APOIA CRESCIMENTO URBANO E SUSTENTABILIDADE

  • 10 de abril de 2015

A diretoria do Sindicato da Habitação do Distrito Federal (SECOVI/DF) participou de uma palestra sobre a importância dos empreendimentos sustentáveis.

A palestra ocorreu na sede do Sindicato e foi ministrada pela ARIA – Empreendimentos Sustentáveis, empresa com larga experiência no trato das diversas disciplinas que envolvem as etapas de desenvolvimento de empreendimentos imobiliários sustentáveis e na solução das questões multidisciplinares que desafiam os profissionais que atuam nesse setor.

A equipe trabalha no sentido de convergir as diversas condicionantes impostas pelo sítio de estudo e pela realidade sócio econômica ambiental com as intenções a serem atingidas pelo empreendimento. O resultado é o perfeito equilíbrio entre os inúmeros fatores que envolvem um empreendimento imobiliário, particularmente, o equacionamento das questões que envolvem o meio ambiente natural e o meio ambiente construído.

Atualmente, o Distrito Federal possui uma população de 2 milhões, 808 mil e 665 habitantes e segundo a arquiteta e urbanista, Janaína Vieira, a região cresce de forma mais rápida do que o restante do país seguindo o vetor sul/sudoeste. De acordo com dados do IBGE, de 2000 a 2010, as cidades do entorno do DF foram as que mais cresceram, entre elas estão: Águas Lindas de Goiás (50,84%), Valparaíso de Goiás (40,16%), Cidade Ocidental (38,4%9, Cristalina (36,5%), Luziânia (23,72%) e Santo Antônio do Descoberto (21,71%). Brasília cresceu, aproximadamente, 25%.

A urbanista, Janaína, informou que o fato de interiorizar a capital do país foi fundamental para o seu desenvolvimento mas, hoje, devido ao alto crescimento habitacional o Distrito Federal sofre com um déficit de 32 mil moradias por ano. Segundo a Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (Codhab), 350 mil famílias, das classes C e D, aguardam na fila por um lote. Isso se transformou em um problema que cresce a cada ano no DF, que são as áreas que foram ocupadas e aguardam regularização. “Atualmente, 1/3 da população reside em áreas irregulares”, informou Janaína.

Para a urbanista, o governo do Distrito Federal precisa discutir, detalhadamente, o Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília (PPCUB), a Lei de Uso e Ocupação do Solo (LUOS), o Plano Diretor de Ordenamento Territorial (PDOT) e as áreas de Zoneamento Ecológico Econômico do DF (ZEE/DF).

Segundo o presidente do SECOVI/DF, Carlos Hiram Bentes David, os dados apresentados durante a palestra são de extrema relevância para o setor adotar um posicionamento e participar, ativamente, das discussões com o Governo do Distrito Federal de uma política de planejamento urbano e sustentável.

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