Redução na taxa de juros aponta novo cenário econômico

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil (BC) reduziu a taxa de juros Selic em 0,75%, passando dos atuais 13,75 para 13% ao ano. Com o anúncio do BC, os bancos públicos e privados já começam a derrubar as taxas e anunciar novos índices de juros sobre as linhas de créditos a serem cobrados de pessoas físicas e jurídicas.

Segundo o Copom, em 2016 a inflação alcançou 6,3%, bem abaixo do esperado há poucos meses e dentro do intervalo de tolerância da meta estabelecida para o ano. Em 2017 a expectativa é de que fique em torno de 4,8% e se mantenha estabilizada por volta de 4,5%, em 2018.

Apesar dos financiamentos imobiliários serem corrigidos pela Taxa Referencial (TR), que não é influenciada de maneira direta pela taxa Selic,  a redução de juros vai aumentar a circulação de capital, o que pode melhorar as vendas de imóveis.

Para o economista e Gerente Executivo do Conselho Regional de Economia (CORECON/DF), Daniel dos Passos Soares, os impactos da baixa da Selic no mercado imobiliário virá com as linhas linhas de financiamentos mais leves. Mas,  ainda são necessários outros fatores para que o mercado volte a crescer. “Atrelada a essa ferramenta faz-se necessário discutir melhorias no ambiente de negócio, promover estabilidade econômica e política para que a influência dos juros na disponibilidade de renda familiar possibilite a retomada da confiança e crescimento econômico impactando positivamente o mercado imobiliário”, disse.

Em relação às melhorias do crédito para o setor habitacional, a Caixa Econômica Federal informou que diante da redução da Selic irá monitorar as carteiras para possíveis ajustes de preço. Em novembro, a CAIXA já havia promovido uma redução nas taxas de juros do crédito imobiliário.

Para o Sindicato da Habitação do Distrito Federal (SECOVI/DF) o novo cenário econômico que se vislumbra começa a clarear para os negócios imobiliários. “Apesar da redução da taxa Selic ter sido pequena, isso demonstra que o ano promete ser de recuperação da economia”, afirmou o presidente do SECOVI/DF – Hiram David.

Com informações do CRECI/DF

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