Presidente do SECOVI-DF fala sobre as perspectivas imobiliárias para 2018.

  • 23 de fevereiro de 2018

O ano de 2018 têm tudo para alavancar as vendas de imóveis no país, e principalmente na capital federal, conhecida por ter um dos metros quadrados mais caros do país.

Por Lorena Braga

Com a melhora da taxa de desemprego, controle da inflação e, sobretudo, a continuidade da redução da taxa de juros, faz com que empresários do setor vejam o mercado crescer esse ano. O presidente do Sindicato da Habitação do Distrito Federal (SECOVI-DF), Carlos Hiram Bentes David respondeu algumas perguntas da redação sobre o mercado imobiliário para esse ano.

61Brasília: O que os empresário e investidores podem esperar do mercado imobiliário esse ano?

O ano de 2018 é um ano atípico, com muitos feriados, copa do mundo, eleições e segundo turno. Teremos menos dias úteis e isso afeta o setor produtivo. Mas a despeito desse quadro, o alinhamento da economia e a aprovação de algumas reformas pelo governo trazem resultados benéficos. Isso aliado a juros mais baixos (menor taxa Selic da história), disposição para o crédito imobiliário e inflação sob controle, nos leva a crer em um mercado bem mais ativo e pujante em 2018.

61Brasília: Para quem deseja ter um imóvel próprio qual o momento certo, numa visão econômica? O melhor período do ano?

Acredito que o momento de investir em imóveis é agora, antes da recuperação dos preços. Ainda há muita oportunidade, mas os estoques estão baixos e diminuindo, o que nos leva a crer que os preços reagirão. Quanto ao melhor período do ano, é uma observação interessante: embora pouco percebido, o mercado de Brasília tem uma sazonalidade, ficando menos ativo nos meses de dezembro, janeiro e até o carnaval. A partir de março a demanda aumenta e há maior realização de negócios. Só volta a desacelerar nas férias escolares de julho.

61Brasília: Quais os indícios que a economia nos dá para um bom investimento em imóveis?

A taxa Selic baixa. Ela influencia o custo do dinheiro também para o mercado imobiliário, tanto na produção quanto para o consumidor final que se torna mutuário pagando prestação mais baixa. Mas temos outros fatores, bastante animadores como a baixa inflação sob controle, disponibilidade de recursos para o financiamento imobiliário, diminuição do nível de desemprego e um governo com decisões centradas e acertadas no campo econômico.

61Brasília: Qual está sendo o melhor negócio: investir em um imóvel na planta ou pronto?

O imóvel pronto permite o uso imediato seja para renda ou para sair do aluguel. É um retorno importante, mas exige o pagamento no ato. Já o na planta oferece maior dilação e condição de pagamento, mas só se usufruirá do imóvel no futuro, contra a entrega. Além de financiar a obra, o comprador é parceiro no risco. Por esses fatores, nesse tipo de investimento deve se ter em mente que para um bom retorno, o custo deve ser abaixo do que um similar pronto.

61Brasília: Qual o conselho que o senhor dar para quem quer investir no mercado ainda esse ano?

Que o faça no início do ano aproveitando o baixo custo do dinheiro e as ótimas oportunidades que ainda estão disponíveis. Negocie sempre, faça proposta e tenha sempre em mente que o imóvel é o investimento mais seguro e o único que oferece além da valorização, uma renda mensal.

 

Fonte: 61Brasília

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