Pesquisa revela que crise no mercado de aluguéis de imóveis chega a níveis críticos

Números divulgados na tarde desta quarta-feira (22) pelo Sindicato da Habitação do DF revelam um mercado de aluguéis ainda mais desaquecido do que imaginavam representantes do setor imobiliário

A proliferação de faixas de “aluga-se” pelo Distrito Federal ilustra o que os dados agora confirmam: o estoque de imóveis para aluguel disparou e tem alcançado em 2015 índices históricos.

O boletim consolidado do primeiro semestre deste ano, divulgado nesta quarta-feira (22) pelo Secovi-DF (Sindicato da Habitação do DF), revela um mercado de aluguéis ainda mais desaquecido do que imaginavam representantes do setor imobiliário.

De junho do ano passado para junho deste ano, o total de imóveis residenciais para locação pulou de 5.540 para 10.811, uma variação de 95%, ou seja, o estoque quase dobrou no período.

Na avaliação do Secovi-DF, a disparada da oferta reflete a atual crise econômica, que dispersou os inquilinos. Muitos deles, segundo relatos em imobiliárias, decidiram até mesmo voltar para a casa dos pais na intenção de economizar, deixando, assim, centenas de unidades ociosas.

“Desta vez, o aumento da oferta não é reflexo da entrada de imóveis novos no mercado, como ocorria até 2012. É a crise mesmo”, comenta o presidente do Secovi-DF, Carlos Hiram.

Dos imóveis residenciais para locação no DF, segundo o boletim, a maior parte são apartamentos de dois quartos (24%), seguidos de quitinetes (23%) e apartamentos de um quarto (18%).

Queda nos preços

O levantamento do Secovi-DF confirma a queda no preço médio do aluguel em diversos tipos de imóveis, provocada claramente pelo descompasso entre oferta e demanda. Na comparação com junho de 2014, o valor médio de quitinetes nas asas Sul e Norte, por exemplo, recuou de R$ 1,1 mil para R$ 1 mil, uma deflação de 10%.

Em Águas Claras, imóveis de um, dois, três e quatro quartos tiveram o preço do aluguel reajustado para baixo. No Sudoeste, o aluguel de unidades de um, três e quatro dormitórios também diminuiu.

Apesar dos reajustes favoráveis aos inquilinos, os preços nas asas e nos lagos Sul e Norte e no Sudoeste ainda são os mais altos, em todos os perfis. Já os menores valores encontram-se em Sobradinho, Samambaia, Ceilândia, Taguatinga e no Gama.

Imóveis comerciais
O fechamento de lojas em todo o DF, devido à crise, também elevou o estoque de imóveis comerciais para locação, segundo o boletim do Secovi-DF. De junho do ano passado à igual período deste ano, o total de unidades ofertadas saltou de 2.549 para 3.983, um aumento de 56%.

Ao contrário do que ocorreu no mercado de imóveis residenciais, o aluguel de lojas e salas comerciais, em geral, aumentou no último ano. No SIG (Setor de Indústrias Gráficas), por exemplo, o preço médio da locação de uma loja saiu de R$ 5,2 mil para R$ 6.382.

Fonte: Fato Online
Diego Amorim

 

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

SECOVI/DF é favorável à moradias no Setor Comercial Sul

O Projeto de Lei Complementar que autoriza o uso residencial em imóveis comerciais localizados, nas quadras de 1 a 6, do Setor Comercial Sul, foi…

SECOVI/DF distribui máscaras de proteção às empresas associadas

As empresas associadas ao Sindicato da Habitação do Distrito Federal (SECOVI/DF) estão recebendo, gratuitamente, máscaras de proteção contra a Covid-19 para seus funcionários e colaboradores.…

Entrevista concedida pelo presidente do SECOVI/DF, Ovídio Maia

Entrevista concedida pelo presidente do SECOVI/DF, Ovídio Maia, ao DF Record sobre a alta dos aluguéis residenciais e a baixa no preço dos imóveis comerciais.…

SECOVI/DF condena reprovação de novo bairro pelo Iphan