Informe Jurídico: Supremo analisará restrição à imunidade de empresas ao ITBI

O Supremo Tribunal Federal (STF) analisará o alcance da imunidade tributária do Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) concedida a pessoas jurídicas, na hipótese em que o valor do imóvel é maior do que o capital da empresa.

A Corte reconheceu a existência de repercussão da matéria no Recurso Extraordinário, interposto por uma empresa de participações localizada em Santa Catarina contra acórdão do Tribunal de Justiça local (TJ/SC), segundo o qual incide o imposto sobre o valor do imóvel que excede o do capital.

O caso iniciou-se com um mandado de segurança impetrado pela autora contra ato do secretário da Fazenda do município de São João Batista (SC), que negou a imunidade total ao ITBI prevista no artigo 156, parágrafo 2º, inciso I, da Constituição Federal. A autoridade administrativa justificou a negativa no fato de o valor total dos imóveis “exceder em muito o capital integralizado”.
O juízo de primeiro grau reconheceu a imunidade total e determinou que o referido tributo não fosse cobrado. No entanto, o TJ-SC proveu recurso interposto pelo município sob o fundamento de que a intenção do constituinte foi facilitar a criação de novas sociedades e a movimentação de bens, e que o artigo 36 do Código Tributário Nacional menciona que a imunidade está restrita ao valor do capital da empresa. Assim, segundo a decisão do TJ/SC, não seria razoável a concessão de imunidade quanto ao valor total do imóvel, maior do que o capital da pessoa jurídica.

No STF, a recorrente alega que não incide tributo sobre a transmissão de bens incorporados ao patrimônio de pessoa jurídica. Para a empresa, não há na Constituição Federal qualquer limitação no tocante à observância da imunidade do ITBI na realização de capital, não podendo o Fisco nem o Poder Judiciário restringir a incidência, sob pena de ofensa ao princípio da legalidade.

Segundo o relator do recurso, ministro Marco Aurélio, o tema colocado para apreciação do STF é o alcance da norma constitucional sobre a incidência do tributo. Para o ministro, cabe ao Supremo, “elucidar se o dispositivo contempla limitação à imunidade considerado o Imposto de Transmissão de Inter Vivos”.

Com informações do STF
Gadelha & Oliveira Advogados
Assessoria Jurídica SECOVI/DF – Dra. Fernanda Gadelha

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Empresas Associadas ao SECOVI/DF terão direito à Clínica de Saúde Popular

A Fecomércio-DF divulgou, nesta semana, que daqui há 2 meses será inaugurada uma clínica de saúde com preços populares para atender as empresas da base…

LIVE – Revitalização do SCS (Dia 01/10 – 10h)

Há anos o Setor Comercial Sul (SCS) pede mais atenção de Brasília. Estamos ansiosos pela revitalização da região e queremos contribuir para que essa nova…

DADOS COMPROVAM A CONTÍNUA ALTA DO SETOR IMOBILIÁRIO

Os números do setor imobiliário divulgados pelo Sindicato da Habitação do Distrito Federal (SECOVI/DF) no Boletim de Conjuntura de setembro com amostra referente à agosto…

Projeto de revitalização do Gama é aprovado

O Sindicato da Habitação do Distrito Federal (SECOVI/DF) participou, ativamente, da aprovação do projeto de revitalização do Gama no Conselho de Planejamento Territorial e Urbano…