Crédito imobiliário continuará farto em 2012

  • 12 de janeiro de 2012
O ano passado apesar das grandes oscilações no cenário econômico, tanto em escala global, quanto nacional, foi encerrado com uma série de boas notícias, aliás, produto escasso ultimamente.

Segundo analistas, nem mesmo a crise econômica mundial, que cada vez mais se aproxima do Brasil, nem a forte valorização dos imóveis nos últimos três anos, vão segurar o mercado imobiliário em 2012. Quem acompanha o mercado, em toda a sua amplitude, sabe que para os brasileiros que pretendem adquirir sua casa própria, ou mesmo trocar de imóvel para um maior e mais confortável, não haverá problemas por falta de crédito.

As projeções são de que somadas todas as linhas de financiamentos, destinadas ao segmento, cerca de R$ 160 bilhões serão direcionados para a aquisição de imóveis prontos, em construção, ou reformados, o que se configura em um novo recorde. O valor é 23% maior que o aplicado até o fim de 2011, de quase R$ 130 bilhões.

Essa montanha de recursos vai financiar cerca de 1,6 milhão de unidades em 2012 em todo o país. A maioria, R$ 100 bilhões, beneficiará a classe média, consumidores ou famílias com renda a partir de R$ 5 mil e os recursos virão dos depósitos da caderneta de poupança.

Outros R$ 60 bilhões são do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e de outras fontes, como o Fundo de Arrendamento Residencial (FAR) e Fundo de Desenvolvimento Social (FDS) com recursos orçamentários da União.

Com um cenário desses de crédito farto, o consumidor que apostar em queda dos preços pode se decepcionar e não conseguir comprar o imóvel pretendido no orçamento programado. Em 2011, houve redução de preços em algumas cidades brasileiras depois de um período de três anos de valorização expressiva, de mais de 100% em muitos casos. Mas a alta continuou, ainda que em ritmo menor, em localidades como Distrito Federal e Rio de Janeiro, conforme pesquisas da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), da Universidade de São Paulo.

 

Miguel Setembrino Emery de Carvalho,
presidente do Conselho Consultivo do SECOVI/DF

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