Certificado Imobiliário é a cereja do bolo

Com rendimento próximo ao da Selic, de 13,25% ao ano, e sem tributação, as LCIs são vedetes da renda fixa. Mas a cobiça dos investidores e a queda na produção de imóveis, que são o seu lastro, provocam o sumiço dos títulos

Vedetes  do mercado de renda fixa, as Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) estão sumindo do mercado. Com a queda no volume de financiamento e de construção de imóveis(que são a garantia dos títulos), elas se tornam escassas.

A preferência pelas LCIs entre os investidores reforça essa tendência. A procura é tamanha que ajuda a explicar a saída líquida de recursos da caderneta de poupança em março, quando os saques superaram os depósitos em R$ 11,4 bilhões. Os dois tipos de investimento têm semelhanças: financiam o mercado imobiliário, não têm taxa de administração e, o melhor, não são tributados.

Mas quando se compara a rentabilidade de ambos, as LCIs saem na frente. Remunerada pela  TR (Taxa Referencial de Juros) mais 0,5% ao mês, a caderneta rendeu em 12 meses 7,19%. As letras de crédito imobiliário, 11,39%. Esse é um valor médio porque a rentabilidade varia de banco para banco.

O rendimento segue de perto  os CDIs, títulos negociados entre as instituições financeiras cuja referência é a Selic (a taxa de juros básica da economia), atualmente em 13,25% ao ano. Essa taxa alta é o motivo para a grande procura dos títulos, no momento.

Está praticamente impossível conseguir letras emitidas por bancos menores, segundo Sandra Blanco, consultora de Investimentos da Órama DTVM (Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários). A chance de entrar no mercado, por ora, só acontece quando investidores resgatam aplicações antes do prazo tornando disponíveis papéis já em circulação. E isso é mais provável nos maiores bancos.

As letras de crédito imobiliário são melhor negócio quando resgatadas no vencimento. E os prazos variam de 180 a 720 dias. Resgatar ao final significa lucro integral. Um compromisso inesperado pode implicar em perda de 20% do rendimento.

A redução do valor mínimo da aplicação, que há cinco anos era de R$ 50 mil, foi baixado para R$ 30 mil. Mas é possível participar com menos, o que possibilitou o ingresso de mais investidores. Sandra Blanco explica que um lote de R$ 30 mil é dividido entre um grupo de investidores e, assim, se viabiliza a operação. “Tudo de maneira regular, com registro dos certificados na Cetip (central depositária de ativos) “, explica.

A segurança vem ainda do FGC (Fundo Garantidor de Crédito), que assegura essas aplicações até o montante de R$ 250 mil, no caso de uma instituição quebrar.

Há mais um motivo para correr para esse investimento: a ameaça de ser alcançado pela Receita Federal. Como já movimenta R$ 180 bilhões, é uma alternativa de arrecadação para o Governo, que não está desprezando nenhuma possibilidade de receita. É o caso de entrar na fila!

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