Centro-Oeste se firma como mercado imobiliário de ponta

Por Miguel Setembrino Emery de Carvalho

O agronegócio e as novas indústrias incentivam o mercado imobiliário na faixa do programa Minha Casa Minha Vida no Centro-Oeste. O desenvolvimento do agronegócio, a ampliação dos parques industriais e o fortalecimento do comércio e serviços dão cada vez mais condições à população do Centro-Oeste para aquisição do primeiro imóvel ou para que possa conquistar novos patamares de moradia. Nesse cenário, a nova classe média segue dando o tom ao mercado imobiliário da região.

Em Mato Grosso do Sul, passada a euforia entre 2008 e 2010, o mercado imobiliário tem vivido uma fase de equilíbrio. Em Campo Grande, as promoções marcaram as estratégias das empresas, e isso é sinal que o setor avançou de um estágio muito incipiente para um patamar mais sólido. Além do positivo desempenho do agronegócio na região, nos últimos anos o estado tem atraído muitas indústrias, alavancando ainda mais a economia que já contava com o comércio e o funcionalismo público fortes.

 

A capital de Mato Grosso, Cuiabá, foi escolhida como uma das sedes dos jogos da Copa e tem recebido muitos investimentos em infraestrutura. Por esses motivos, o setor imobiliário da região vive um clima positivo. Segundo levantamento do Secovi do Mato Grosso, em 2014 serão entregues 47 edifícios e, em 2015 estão previstos mais 49.

Conclui-se, portanto, que após ter passado por um período de acomodação, o mercado imobiliário avança novamente. Observamos que no interior de Goiás o Minha Casa Minha Vida se expande. Em Goiânia, predominam as vendas de apartamentos entre R$ 150 mil a R$ 300 mil, de 50 a 120 metros quadrados com dois ou três quartos. Já, na Grande Goiânia, destacam-se os empreendimentos comerciais, salas chegam a custar R$ 6 mil reais o metro quadrado.

No Distrito Federal, de modo geral, é mais intensa a comercialização de imóveis acima da faixa do Minha Casa, Minha Vida. Recentemente, a licitação de terrenos no bairro nobre do Noroeste foi um sucesso, dos 65 terrenos colocados à venda na região, 43 foram comercializados. “Isso demonstra que o mercado imobiliário de Brasília está em franca recuperação seguindo a tendência de outros estados brasileiros, como Rio e São Paulo”, comenta o vice-presidente de Comunicação e Marketing do SECOVI/DF – Gilvan João da Silva.

As expectativas são ótimas e vêm sendo alcançadas, apenas no Noroeste foram vendidos quase 70% dos lotes ofertados totalizando um valor aproximado de R$ 760 milhões.

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