BANCO CENTRAL DESCARTA BOLHA IMOBILIÁRIA NO PAÍS

O diretor de Fiscalização do Banco Central (BACEN), Anthero Meirelles, descartou o risco de uma bolha imobiliária no Brasil.  A declaração foi feita, esta semana, durante a divulgação do Relatório de Estabilidade Financeira. Anthero disse que o mercado brasileiro não caminha para uma crise de “subprime”, semelhante à ocorrida nos Estados Unidos entre 2008 e 2009, pois não reúne os elementos que caracterizam uma expansão insustentável do setor.

Não há, em hipótese alguma, índicios de uma bolha imobiliária no Brasil. “Aqui, não é possível fazer segunda hipoteca do mesmo imóvel e mais de 90% dos imóveis residenciais do país são para moradia própria”, afirmou o diretor do Banco Central. Ele informou, ainda, que o crédito imobiliário cujo saldo total passou de R$ 89,1 bilhões em janeiro de 2010 para R$ 347,7 bilhões no primeiro mês de 2014, ainda é pequeno comparado a outras economias.

 

Para decartar qualquer dúvida de bolha, o Banco Central fez uma simulação e observou que se houvesse uma queda de 33% nos preços dos imóveis, semelhante à registrada na crise do “subprime” nos Estados Unidos, o sistema não passaria por insolvência. O teste foi além, e avaliou que com uma queda de 55% nos preços, apenas um banco ficaria insolvente.

O Sindicato da Habitação do Distrito Federal (SECOVI/DF) comemora a afirmação do BACEN. “O Banco Central é o órgão responsável por zelar pela liquidez da economia do país e que detém todos os dados do mercado brasileiro, portanto, ninguém melhor do que ele para dirimir qualquer tipo de dúvida que ainda pudesse existir sobre uma bolha imobiliária no Brasil”, desabafa Ovídio Maia, vice-presidente do SECOVI/DF.

Segundo Ovídio, o que ocorre hoje no mercado imobiliário é benéfico tanto para o investidor como para aquele que deseja adquirir a casa própria. “Há uma variedade de ofertas e estabilidade de preços, ou seja, é um ótimo momento para quem deseja comprar”, afirma.

A estabilização de preços dos imóves, também, foi observada pelo Banco Central. Segundo o órgão, o aumento da renda dos brasileiros nos últimos anos pressionou a demanda no setor, mas a variedade de ofertas colaborou para estabilizar os valores. Portanto, à medida  que novas unidades habitacionais vão sendo lançadas, a oferta vai aumentando e equilibrando, automaticamente, o mercado.

Com informações da CBIC – Câmara Brasileira da Indústria da Construção

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