ALTA NOS ALUGUÉIS

  • 18 de agosto de 2009

Procura por imóveis supera oferta

A queda do IGP-M, índice usado no reajuste de aluguéis, se acentuou em dezembro do ano passado, mês em que começou a sequência de deflação registrada pelo índice, com o valor negativo de 0,13% no mês. Em todos os meses de 2009 o IGP-M ficou negativo, a maior queda foi de 0,74%, em março. O último índice divulgado, referente a junho, é de -0,10%. A deflação acumulada no ano é 1,24%.

Apesar do IGP-M estar momentaneamente baixo, os inquilinos brasilienses cujo contrato encerra nos próximos meses provavelmente terão o preço do aluguel reajustado em, pelo menos, 30%, garante Ovídio Maia, diretor de Relações Públicas do SECOVI/DF.

“A queda do IGP-M será um benefício circunstancial para os inquilinos, considerando que os contratos costumam ser firmados para 30 meses, a pessoa pode até se beneficiar com o reajuste anual, porém, quando o contrato vencer, inevitavelmente terá que ser renegociado pelo preço de mercado”, afirma Ovídio.

“Mesmo que o inquilino não concorde com o aumento, os outros apartamentos disponíveis no mercado provavelmente estarão mais caros”, completa.

Para o diretor de Relações Públicas do Sindicato, mesmo com o aumento de preço após a renovação, o inquilino paga, em média, um preço 10% menor que o de mercado.

Uma das razões para o alto preço dos imóveis em Brasília é a grande procura, principalmente na área central, como o Plano Piloto.

O controle da densidade de moradias imposto pelo tombamento do Plano Piloto, somado à qualidade de vida da área planejada, valoriza a região.

Para o presidente do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis (Secovi/DF), Miguel Setembrino, independentemente do índice ou do preço de mercado, normalmente o que prevalece é o bom senso no momento da renovação do contrato. “O mercado é regido pela lei da oferta e da procura”, afirma.

Miguel Setembrino defende que a melhor maneira para chegar ao meio termo entre o valor do IGP-M e o de mercado é a negociação entre proprietários e inquilinos.

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

REGIÕES DO DF TÊM VALORES DIFERENCIADOS DO METRO QUADRADO PARA IMÓVEIS USADOS

O Boletim de Conjuntura Imobiliária, referente ao mês de fevereiro, divulgado pelo Sindicato da Habitação do Distrito Federal (SECOVI/DF) aponta que um apartamento de 1…

FEVEREIRO REGISTRA RECORDE DE 3.8 BILHÕES EM VENDAS DE IMÓVEIS

Em 2022, o Volume Geral de Vendas (VGV) de imóveis acumulado até o mês de fevereiro, no Distrito Federal, atingiu o valor de R$ 7,03…

SECOVI/DF CELEBRA POSSE DA NOVA DIRETORIA

O Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais do Distrito Federal (SECOVI/DF) promoveu um almoço de confraternização para…

VENDA DE IMÓVEIS EM JANEIRO DE 2022 DOBRA EM RELAÇÃO À 2021

O Volume Geral de Vendas (VGV) acumulado até o mês de janeiro, no Distrito Federal, atingiu o valor de R $3,16 bilhões, superando o mês…