A crise chega ao mercado de imóveis e está mais fácil alugar no DF

  • 22 de julho de 2015

Levantamento que será divulgado nesta quarta-feira (22) mostrará que a oferta de imóveis para aluguel no Distrito Federal cresceu pelo menos 10% em 2015

Levantamento do Secovi-DF (Sindicato da Habitação do Distrito Federal) que será divulgado nesta quarta-feira (22) mostrará que a oferta de imóveis para aluguel na Capital Federal cresceu pelo menos 10% nos primeiros seis meses deste ano, na comparação com igual período de 2014. A previsão é do próprio presidente da entidade, o economista Carlos Hiram.

O mercado de aluguéis em Brasília tem apresentado um cenário muito peculiar, bem semelhante ao de imóveis novos. Passado um período de superaquecimento, quem tem unidades para alugar está, agora, com dificuldades para encontrar inquilino. Por outro lado, os interessados em morar de aluguel estão diante de boas oportunidades.

Com a oferta de imóveis superando a demanda, as negociações para assinatura ou renovação de contrato se flexibilizaram. Os proprietários têm comumente aceitado conceder descontos de até 10%. “É um momento oportuno para quem quer alugar. Os locatários estão mais sensíveis à negociação”, afirma o presidente do Secovi-DF.

O aumento do número de unidades residenciais ociosas, explica Carlos Hiram, se deve basicamente à atual crise econômica. “Antes, a força do serviço público nos blindava. Mas nem isso tem garantido mais o mercado aquecido”, comenta Hiram.

Desde o início deste ano, as imobiliárias têm observado que muitos inquilinos estão abandonando os imóveis para voltar a morar com os pais ou com os sogros ou mesmo para regressar à terra natal. O mercado, reforça Hiram, está, de fato, enxugando. “Há uma clara desaceleração econômica no país, o que acabou impactando no mercado de aluguéis em Brasília.”

No caso dos imóveis comerciais, a situação não é diferente. A recessão em curso tem feito crescer aceleradamente a oferta de lojas e galpões. “Os empresários não estão mudando de endereço. Estão fechando as portas mesmo”, diz Hiram.

Por Diego Amorim

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