100 metros rasos

  • 27 de março de 2015

Miguel Setembrino E. de Carvalho – pres. Conselho Consultivo SECOVI/DF

O cenário político brasileiro, atualmente, se assemelha em tudo a uma prova de curtíssima distância: mal dá tempo de respirar, só que com a diferença que houve um ponto de partida, mas ainda não chegamos a lugar nenhum. Corremos (sem trocadilhos) o sério risco de morrermos de asfixia.

As coisas acontecem de afogadilho, aos borbotões, sem o tempo mínimo de absorção ou compreensão. Como esperar então uma solução, por menor que seja? Esse estado nacional de perplexidade contamina todas as áreas, não permitindo que consigamos dar atenção às nossas próprias casas, aos nossos problemas mais imediatos, condenando-nos, a todos, a um torpor bestializado, mesmo após milhões terem ido às ruas manifestar seu mais profundo repúdio por esse desgoverno com prazo de validade vencido e que ruma célere, qual corredor de 100 metros rasos, rumo ao abismo.

Não importa para onde olhemos, para cada estado ou município desse país, o cenário é o mesmo: tudo parado, todos boquiabertos, esperando que a tripulação dessa nau dos insensatos em que se transformou a administração petista sinalize com um rumo qualquer, com uma decisão minimamente lúcida ou corajosa que sirva como um facho de luz nessa escuridão que se abateu sobre todos nós.
A discussão que deve ser trazida a tona, transcende a questão se deve ou não haver impeachment, independentemente de sua constitucionalidade ou legalidade. O temor que permeia todo o tecido social, de cima a baixo, sem exceção, é de que maneira a sociedade civil pode atuar para interferir nessa incapacidade administrativa, que no momento parece estar enraizada, cimentada em cima da própria falta de ações e escolhas políticas coerentes.

Essa corrida precisa, urgentemente, de um ponto de chegada. Já estamos sem fôlego!!

 

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