EMPRESÁRIOS E SETOR PRODUTIVO SE UNEM POR BRASÍLIA

  • 22 de maio de 2015

Por uma Brasília sem crise, o SECOVI-DF uniu-se a entidades representativas do setor produtivo na busca de alternativas que levem ao aquecimento da economia do Distrito Federal. Empresários do comércio, da construção civil, do mercado imobiliário e atacadistas reuniram-se com grupo de deputados distritais para discutir os planos de modernização da gestão pública do DF, anunciados pelo governador Rodrigo Rollemberg. O objetivo do grupo é o de construir um pacto paralelo ao proposto pelo chefe do Executivo.

Com essa iniciativa, parlamentares e empresários buscarão saídas para a crise financeira do Distrito Federal que passem ao largo do aumento de alíquotas de impostos, antes, tragam de volta, investimentos e geração de empregos.

Como fruto da união entre entidades do setor produtivo e deputados, os distritais criaram a Frente Parlamentar Brasília Sem Crise, composta por integrantes da oposição e da base aliada. O colegiado comprometeu-se a avaliar os impactos das medidas propostas pelo governador Rollemberg antes de apoiar iniciativas que tragam mais encargos ao setor produtivo.

Em coro, o aumento de arrecadação foi descartado como palavra de ordem da difícil luta de reequilibrar as combalidas finanças do DF. Para empresários e parlamentares, a conta dos desmandos financeiros, deixada pelo governo anterior, não pode recair sobre o cidadão. Segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), o brasileiro gasta uma média de 150 dias de trabalho, por ano, somente para pagar impostos.

Empresários e deputados comungaram ainda da percepção de que é inconcebível que o governo local sufoque mais ainda aqueles que produzem e alavancam a economia do país. Na avaliação do setor, qualquer ajuste deve levar em conta a alta carga tributária, que, inevitavelmente, leva à perda de competitividade.

Nesta segunda-feira, os distritais se reunirão com representantes do setor produtivo para começar a discutir a atuação da frente parlamentar. Se, por um lado, o governo passa a sensação de paralisia, o que enfraquece qualquer tentativa de superar a crise financeira, o momento é de união, por uma Brasília moderna e economicamente viável.

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