Classe média volta a comprar imóvel com a retomada do crédito

A retomada do crédito com recursos da poupança e o aumento de lançamentos em 2018 trazem novo poder de compra para a classe média.

Segundo a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário (Abecip), no ano passado, o volume financiado para aquisição ou construção de imóveis interrompeu três anos consecutivos de queda e avançou 15%.

O grande impulso veio do salto de 33% nos valores financiados com recursos da poupança através do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) para R$ 57,4 bilhões. Em 2014, os desembolsos do SBPE chegaram a R$ 113 bilhões.

Com a crise econômica, o setor estava sendo sustentado pela demanda do programa de habitação popular Minha Casa Minha Vida (MCMV) que utiliza mais os recursos do FGTS. Em 2018, o crescimento deste setor foi de apenas 2% e a projeção da Abecip é de queda de 5% neste ano.

Em 2019, a Abecip prevê um crescimento de 20% do SBPE para R$ 69 bilhões.

Os dados da Associação consideram o crédito para a compra de imóveis prontos. O crescimento expressivo de lançamentos voltados para a média e a alta rendas indica que incorporadores já antecipam alta da demanda também nos estandes de vendas.

Lançamentos para essa faixa avançaram 54% nos 12 meses até novembro, de acordo com os últimos números divulgados pela Associação das Incorporadoras (Abrainc), na comparação com igual período de 2017. Os lançamentos dentro do MCMV subiram menos, 24% mas ainda são 75% das novas unidades no mercado.

A Abecip espera que um bom desempenho da poupança em 2019 estimule ainda mais essa fonte de crédito. Segundo a Associação, o saldo dos recursos aplicados no SBPE atingiu R$ 618,1 bilhões em 2018 e a projeção é de um crescimento de 11% para 2019.

Além disso, a combinação de inflação e juros baixos, benéfica para o setor, que vigorou ao longo de 2018 deve perdurar.

De acordo com o Banco Central, o juro médio do financiamento imobiliário chegou a 9,5% ao ano em dezembro e pode ser próximo de 8% em 2019.

O índice de confiança geral da construção ficou estável em janeiro na comparação com dezembro, mas o segmento de edificações avançou.

Segundo especialistas, a combinação de aumento da demanda com consequente queda de estoques e o baixo ritmo de construção nos últimos quatro anos deve elevar o preço dos imóveis, principalmente nas grandes capitais.

Com informações da Folha de São Paulo

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