
O Boletim Anual SECOVI-DF 2025 consolida os principais indicadores do mercado imobiliário do Distrito Federal com base na amostra de dezembro, permitindo análise comparativa entre 2024 e 2025.
O ano foi marcado por juros elevados, crédito imobiliário mais seletivo e maior racionalidade nas decisões de compra. Ainda assim, o mercado demonstrou capacidade de adaptação e manteve fundamentos sólidos. ”Mesmo em um ambiente de juros elevados, o mercado imobiliário do Distrito Federal demonstrou estabilidade e capacidade de ajuste. Observamos valorização consistente na revenda e forte dinamismo na locação”, afirma Ovídio Maia, presidente do SECOVI-DF.
📈 Regiões que mais se valorizaram em 2025 - (Variação % – Venda de apartamentos)
Ranking - Região - Valorização 2025
1º SOBRADINHO 26%
2º ASA SUL 15%
3º RECANTO DAS EMAS 12%
4º SUDOESTE 10%
5º GUARÁ 10%
6º SANTA MARIA 10%
7º ASA NORTE 9%
8º CEILÂNDIA 8%
9º SAMAMBAIA 8%
10º NOROESTE 7%
A valorização foi mais intensa em regiões com menor estoque disponível e maior liquidez, indicando recomposição de preços em mercados com demanda ativa. ”O desempenho de regiões administrativas fora do eixo tradicional demonstra que o mercado está mais distribuído e atento à relação custo-benefício”, destaca Ovídio Maia.
📊 Regiões mais caras para comprar apartamentos no DF
Preço mediano – R$/m² – Dez/2025
Ranking – Região - R$/m²
1º NOROESTE R$ 16.407,31
2º PARK SUL R$ 15.276,82
3º SUDOESTE R$ 14.805,18
4º ASA SUL R$ 13.630,20
5º ASA NORTE R$ 12.644,13
6º LAGO NORTE R$ 11.792,21
7º CRUZEIRO R$ 9.239,14
8º ÁGUAS CLARAS R$ 8.756,71
9º GUARÁ R$ 8.511,62
10º GAMA R$ 6.361,54
O Setor Noroeste e o Setor Park Sul despontam como as regiões mais caras para se comprar apartamentos de revenda (imóveis usados) por serem as áreas mais jovens do Plano Piloto, com imóveis mais novos e padrão construtivo recente. Além disso, sofrem influência direta dos preços de novos lançamentos, que tradicionalmente puxam os valores do mercado de revenda (imóveis usados) para cima.
O mercado de locação apresentou desempenho mais acelerado ao longo de 2025.
📈 Regiões onde os aluguéis mais subiram em 2025
Ranking – Região - Alta 2025
1º CRUZEIRO 21%
2º ASA NORTE 19%
3º LAGO NORTE 19%
4º SUDOESTE 18%
5º NOROESTE 17%
6º ÁGUAS CLARAS 14%
7º SAMAMBAIA 14%
8º GUARÁ 11%
9º SANTA MARIA 11%
10º RECANTO DAS EMAS 9%
A alta nos preços de locação tem relação direta com o ambiente macroeconômico. As taxas elevadas de juros encarecem o crédito imobiliário, dificultando a compra. Ao mesmo tempo, a Selic alta proporciona boas rentabilidades no mercado financeiro, levando parte dos compradores a manter recursos aplicados e optar pelo aluguel. No caso dos investidores, muitos preferem aplicações financeiras em vez da aquisição de imóveis para renda. ”O mercado de locação foi o segmento mais pressionado em 2025. Parte da demanda que postergou a compra migrou para o aluguel, elevando os valores principalmente nas regiões mais estruturadas”, afirma o presidente do SECOVI/DF – Ovídio Maia.
📊 Regiões mais caras para alugar apartamentos no DF (Valor mediano – R$/m² – Dez/2025)
Ranking –Região - R$/m²
1º NOROESTE R$ 86,22
2º PARK SUL R$ 83,35
3º SUDOESTE R$ 67,87
4º ASA NORTE R$ 66,66
5º ASA SUL R$ 61,32
6º LAGO NORTE R$ 59,07
7º CRUZEIRO R$ 49,00
8º ÁGUAS CLARAS R$ 48,46
9º GUARÁ R$ 35,48
10º GAMA R$ 31,61
Em 2025, foram realizados 40 lançamentos no Distrito Federal, totalizando 4.913 unidades e VGV de R$ 4,43 bilhões.
Comparativo:
O mercado de lançamentos vendeu 6.009 unidades em 2025, superando o volume lançado no período e reduzindo gradualmente a oferta.
Ao final do ano, o estoque totalizava 7.717 unidades, equivalente a aproximadamente 15 meses de vendas. Águas Claras concentrava 2.238 unidades disponíveis — cerca de 30% da oferta total. ”O mercado de lançamentos apresenta indicadores que demonstram solidez e potencial de crescimento. Os preços subiram acima da inflação, o volume de lançamentos foi significativo e a oferta diminuiu ao longo do ano”, afirma Rogério Oliveira, vice-presidente de Lançamentos do SECOVI-DF.
Tendências para 2026
Revenda (mercado de imóveis usados):
Os preços devem subir acima da inflação. Parte da demanda que postergou a decisão de compra tende a retornar com a redução gradual da Selic. Além disso, as incertezas naturais de um ano eleitoral podem levar investidores e famílias a buscarem o imóvel como um “porto seguro” para proteção patrimonial diante de cenários políticos e econômicos mais voláteis.
Locação:
Os aluguéis devem continuar subindo, porém em ritmo menos intenso do que nos últimos anos, à medida que a oferta de imóveis para locação tende a aumentar.
Lançamentos:
Os preços também devem avançar acima da inflação, influenciados pela redução da Selic e pela recomposição de custos. A oferta tende a se tornar mais distribuída no Distrito Federal, com fortalecimento de novos vetores de crescimento como Jardim Botânico, Sobradinho e Recanto das Emas.
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