Aluguel pesa no bolso dos inquilinos e fica 7,46% mais caro em outubro

  • 3 de outubro de 2011
Silvio Ribas – Do Correio Braziliense
Publicação: 30/09/2011 10:14

O indicador que serve de base para o reajuste dos aluguéis acelerou novamente e, com ele, aumentou o impacto no bolso dos inquilinos que devem reajustar seus contratos a partir do mês que vem. Nos últimos 12 meses, a inflação medida pelo Índice Geral de Preços %u2014 Mercado (IGP-M) acumulou alta de 7,46%. Em setembro, a carestia avançou de 0,44% para 0,65%, valor um pouco acima do esperado pelos analistas do mercado.

O levantamento de setembro detectou, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), um encarecimento mais expressivo no custo de vida dos cidadãos. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,59%, depois de ter registrado 0,21% no mês anterior. O grupo alimentação foi o principal responsável pelas pressões nos custos, avançando 0,95% em setembro, ante 0,31% em agosto. O desempenho foi puxado pela elevação das hortaliças e legumes, frutas e carne bovina. Os remédios também apertaram o orçamento das famílias, acelerando 0,60% no mês passado %u2014 quase o dobro do reajuste de 0,35% aferido em agosto. O economista da FGV Andre Braz lembrou ainda que os serviços foram outra fonte de carestia no âmbito do consumidor. O aluguel residencial avançou 0,85%, enquanto a taxa de água e esgoto subiu 1,31%. %u201COutros serviços livres também continuaram acelerando, causando impacto no indicador%u201D, comentou.

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O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede as variações no atacado e representa 60% do indicador geral, registrou alta de 0,74%, contra a subida de 0,57% verificada em agosto. A maior influência foi ocasionada por algumas commodities agrícolas e minerais (produtos básicos com cotação internacional), como o café em grão (-2,32% para 10,58%), a soja em grão (2,07% para 5,92%) e o minério de ferro (0,61% para 3,36%). %u201CA tendência do IPA para o próximo mês é vir mais ou menos próximo do reajuste de setembro, mas pode haver até algum recuo na taxa%u201D, ponderou Braz.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) teve alta de 0,14%, comparado a 0,16% em agosto. A pequena desaceleração de preços se explica pelo barateamento dos serviços e mão de obra. Os materiais de construção, por sua vez, encareceram.

Segundo o Boletim de Conjuntura Imobiliária de agosto, divulgado pelo Sindicato da Habitação do Distrito Federal (Secovi-DF), os imóveis residenciais destinados a locação apresentaram o aluguel mais elevado em todas as categorias em valores absolutos, variando de R$ 950 (quitinetes) a R$ 4,5 mil, para apartamentos com quatro dormitórios. Para os imóveis comerciais, destacam-se os aluguéis de salas e lojas em Águas Claras e Brasília, que variaram de R$ 1,25 mil a R$ 5 mil, respectivamente.


Governo admite flexibilizar IPI

Apesar de ter sustentado que não dará trégua às montadoras estrangeiras que querem flexibilizar a cobrança do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) incidente nos carros importados ou fabricados sem um nível mínimo de peças brasileiras. O ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, deixou uma porta aberta aos empresários. Ao sair da reunião do Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI), admitiu que algumas exceções podem ser consideradas para companhias %u201Ccomprometidas%u201D em gerar emprego e inovação tecnológica no Brasil. Além disso, a medida provisória que isenta da alíquota os carros produzidos no Uruguai, incluindo os chineses da Chery e Lifan e os coreanos da Kia, foi publicada hoje no Diário Oficial da União.

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