CEB NÃO FECHA CONVÊNIO COM AS IMOBILIÁRIAS

  • 7 de outubro de 2013

O Sindicato da Habitação do Distrito Federal (SECOVI/DF) protocolou há 9 meses no Conselho de Consumidores da CEB (Companhia Energética de Brasília) uma proposta de convênio de cooperação técnica e operacional com o objetivo de facilitar a prestação de serviços aos usuários de energia elétrica e, em especial, às imobiliárias.

Atualmente, o Distrito Federal possui uma população de mais de 2 milhões e 500 mil habitantes e , permanentemente, 6 mil imóveis disponíveis para a locação cuja ocupação apresenta bastante rotatividade. Há 3 anos, as imobiliárias, os locatários e os locadores de imóveis vêm encontrando dificuldades  em solicitar os serviços da CEB.

 

Segundo o diretor do SECOVI/DF e representante da Federação do Comércio do Distrito Federal no Conselho de Consumidores do órgão, Giordano Garcia Leão, um pedido de desligamento ou religação de luz demora em média 3 dias, o que prejudica a locação do imóvel. “Um dos maiores problemas enfrentados, é a dificuldade de transferir a titularidade de uma conta. Quando o inquilino desocupa o imóvel, a transferência só pode ser solicitada pelo locador”, ressalta.

O convênio a ser estabelecido entre o Sindicato da Habitação e a CEB visa a agilidade na execução dos serviços que devem ser disponibilizados ao consumidor. Esse tipo de cooperação já ocorre, com muito sucesso, nos estados do Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Goiás, Pernambuco e Espirito Santo.

A partir do convênio, seria possível, a rede de imobiliárias associadas ao SECOVI/DF realizar diretamente por meio do “site” da CEB serviços, como:

- alteração de dados cadastrais no início e encerramento dos contratos de locação;

- pedidos de ligação e desligamento de energia em nome de locadores e locatários;

- cortes definitos e provisórios, dentre outros.

De acordo com Giordano Garcia, o convênio seria realizado sem ônus financeiro para ambas as partes e traria maior agilidade ao serviço prestado pela CEB.

A Companhia Energética de Brasília alega dificuldades técnicas e financeiras na implantação do sistema e admite que sua página online está defasada em relação à outras empresas do setor, disponibilizando apenas serviços básicos aos consumidores. Já, para os representantes do  Conselho de Consumidores e para o SECOVI/DF trata-se de um sistema de fácil aplicabilidade.

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