Construção civil busca solução para efeitos dos reajustes diários dos combustíveis

O presidente Michel Temer recebeu na segunda-feira (11) o presidente da Câmara Brasileira de Construção Civil (CBIC), José Carlos Martins, para tratar da política de reajustes diários dos combustíveis implementada pela Petrobras e os efeitos prejudiciais para a construção civil. A atual política de preços da Petrobras tem consequências, inclusive, na geração de empregos no setor. Segundo Martins, o setor já empregou 3,3 milhões de trabalhadores diretamente e hoje emprega 2,3 milhões.

O presidente da CBIC afirma que não há uma nova onda de desemprego no setor causada pelo reajuste dos combustíveis ou pela tabela de transporte dos caminhoneiros, mas o setor ainda não se recuperou totalmente e não tem espaço para absorver novas crises. “Para uma obra de três, quatro anos, eu preciso de um mínimo de previsibilidade”, destaca.

A criação de uma tabela com preços mínimos de fretes para o transporte rodoviário é outra questão que preocupa os empresários do setor. A discussão já vem impactando no preço de insumos, como o cimento (+5%) e o aço longo (+3%). “Com o tabelamento do frete, desequilibrou tudo e todos os materiais sofreram algum tipo de influência. É esse reequilíbrio que teremos que estudar como fazer”, comentou. Os efeitos serão percebidos ao longo do tempo e variam de acordo com o tipo de material, sendo que muitos insumos são pesados, como a areia e a brita, o que tem impacto no cálculo do frete.

Segundo o dirigente da CBIC, Temer mostrou-se bastante sensibilizado com o problema que, até então, não tinha sido percebido. O presidente da República comprometeu-se em reunir sua equipe econômica, incluindo os ministros da Fazenda e do Planejamento, para estudar formas de minimizar os efeitos na construção civil.

O governo admitiu nas últimas semanas rever os reajustes diários da Petrobras, dando mais previsibilidade aos aumentos. A Agência Nacional do Petróleo (ANP) estuda uma alternativa para rever os reajustes diários e se fala de reajustes mensais, o que não resolveria o problema do setor.

Com agências.

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